quinta-feira, 26 de maio de 2016

Profissão Repórter da Globo mostra a falta de merenda escolar em Barreirinhas

Barreirinhas é uma cidade de 60 mil habitantes, no interior do Maranhão. Boa parte dos 16 mil alunos da cidade estuda e vive em povoados isolados.

O professor que administra uma das escolas da região diz que a merenda que chega é insuficiente. Os registros mostram que o alimento chegou apenas uma vez este ano e com atraso. Para que as crianças não fiquem sem comer, os profissionais improvisam. No dia da reportagem, as crianças almoçaram sopa de abóbora.

Equipe da Globo
Em outra escola improvisada, a comunidade compra e serve comida para as crianças. O local não tem bebedouro ou filtro e os estudantes bebem água de garrafas compradas pela professora.

O Ministério Público investiga desde julho de 2015 porque os alimentos não chegam até os povoados. Nos contratos que a prefeitura fechou com os fornecedores de merenda, o valor dos produtos foi superfaturado e muitos alimentos que estavam no contrato não foram entregues.

Ao saber que estava sendo investigado, o secretário de Educação de Barreirinhas, Manoel Santos Junior, pediu demissão. Ele diz que não sabia que faltava alimento nas escolas do município.

O Ministério Público pediu a prisão preventiva do ex-secretário, do organizador das licitações e de dois fornecedores de merenda. O promotor também pediu o afastamento do prefeito de Barreirinhas, Leo Costa (PDT), pelo crime de improbidade administrativa.

Na tarde desta quarta-feira (25), o juiz de Barreirinhas, Fernando Jorge Pereira, decidiu bloquear parte dos bens de todos os denunciados pelo Ministério Público. O prefeito não foi afastado, mas mensalmente terá que prestar contas na Justiça sobre a quantidade e a qualidade dos alimentos entregues.

O juiz negou os pedidos de prisão, mas os contratos da merenda foram suspensos e em 30 dias uma nova licitação deve ser realizada, sem os fornecedores investigados.

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