terça-feira, 10 de maio de 2016

Mesmo com recuo, Maranhão será pressionado a deixar a presidência da Câmara

Presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão discursa para justificar a anulação da sessão da Casa que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff
Presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão discursa para justificar a anulação da sessão da Casa que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff
Mesmo com o recuo do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), ao revogar no final da noite de segunda-feira (10) a anulação das sessões do impeachment, lideranças partidárias pretendem manter a pressão para que o parlamentar maranhense deixe a presidência da Casa.

Líderes de 14 partidos devem se reunir informalmente para definir de que forma isso será feito, mas querem dar o recado de que Maranhão não tem condições políticas para continuar presidindo a Casa.

Nesta segunda, antes do recuo de Maranhão, as lideranças haviam decidido não dar quórum na sessão marcada pelo interino durante a manhã e abrir uma extraordinária à noite para votar em plenário a anulação do processo de impeachment. Era um recado ao presidente em exercício desde o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de que ele não contaria com a maioria do plenário para conduzir a Casa. Com o recuo de Maranhão, a ideia de abrir a sessão foi abortada por "perda de objeto", como definiu um parlamentar.

O recado sobre a insustentabilidade de Maranhão também será dado na reunião da Mesa Diretora, marcada para as 14 horas. "Será dito que ele não tem o apoio da Mesa", disse o deputado Beto Mansur (PRB-SP). Na tarde de segunda, Mansur convocou coletiva para dizer que Maranhão tomou a decisão sem consultar nem ter a anuência da Mesa.

No seu partido, Maranhão também poderá ter um revés. A bancada do PP se reúne nesta terça para fechar questão sobre a situação do presidente interino. Essa posição será levada à Executiva Nacional, que pode decidir pela expulsão do parlamentar. Se for expulso do partido, Maranhão perde o cargo de primeiro vice-presidente e, consequentemente, a interinidade na presidência.

da UOL

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