quinta-feira, 21 de maio de 2015

Eliziane já se pode considerar prefeita?

eliziane
Do Gilberto Leda

A primeira pesquisa Escutec sobre a sucessão em São Luís divulgada em 2015 trouxe números que, mesmo entre apoiadores do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), já eram esperados.
Por isso, a consulta foi recebida com certa resiliência pelos petecistas/comunistas.
O sentimento é o de que as ruas têm realmente rejeitado vários pontos da administração municipal, mas que há um caminho bem traçado até as eleições de 2016.
O que estranha no caso de hoje é a euforia exarcebada dos aliados da deputada federal Eliziane Gama (PPS).
Ela lidera com folga em todos os cenários, é verdade. Na disputa de um contra um – em simulações de 2º turno – parece imbatível. Mas a eleição é daqui a um ano e meio ainda.
Os números são apenas um retrato do momento atual.
É claro que deles podem-se abstrair várias lições e se começar a definir estratégias.
Entretanto, é equivocado achar que a popular-socialista já é “quase prefeita”.
Eliziane tem ainda dois grande problemas a resolver. Mas isso os números não mostram.
O primeiro deles é a definição de um grupo forte. A parlamentar tem expressivo apoio popular, mas não sabe ainda com quem poderá contar em 2016.
Que partidos lhe darão sustentação? Que lideranças estarão ao seu lado na tarefa de convencer esse eleitorado que hoje tende a votar nela e não mudar de opinião?
Esse é o primeiro passo.
O segundo – que decorre, de alguma forma, do primeiro -, é tentar convencer partidos que não terão candidatos a não apoiar Edivaldo Jr.
E essa parece ser a missão mais difícil.
Porque, se é verdade que o prefeito tem perdido apoio popular e que a base de apoio a Flávio Dino (PCdoB) pode ter vários candidatos (reveja), também é fato que o petecista tem-se articulado bem com legendas que não têm interesse em candidatura própria na luta pela mantuenção de uma coligação forte.
E essa coalizão pode ser reforçada nos próximos dias com a chegada do PT. Nesse ponto, Edivaldo faz o que Castelo não fez em 2012, quando achou-se forte o suficiente para prescindir dos partidos.
Portanto, se quiser tomar os números de hoje da Escutec como algo mais que mero artifício motivacional, a pré-candidata Eliziane Gama pode começar a dar adeus ao sonho de ser prefeita.

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