segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Lobão Filho, o bravo

lobaoA oposição nunca admitirá isso, é claro. Mas se existe um vencedor nessa eleição – além da obviedade de considerar o governador eleito, Flávio Dino (PCdoB), um vitorioso -, esse alguém é o senador Edison Lobão Filho (PMDB).
À beira da morte há seis meses, ele saiu da sombra da suplência do pai e foi alçado ao posto de principal liderança política do grupo Sarney (que pode vir a tornar-se o grupo Lobão) em menos de 90 dias.
Mostrou-se um homem carismático, dedicado e, sobretudo, motivado e motivador.
Contra todas as expectativas, teve desempenho eleitoral magnífico, com 990 mil votos em sua primeira eleição para o Governo do Estado, e marcou sua campanha pela bravura.
Bravura ao aceitar o desafio de substituir o pré-candidato Luis Fernando num momento em que já se antevia a derrota dos governistas.
Bravura por encarar uma disputa em que todas as pesquisas apontavam seu adversário com mais de 60% dos votos.
Bravura, sobretudo, para manter-se de pé mesmo depois da segunda pesquisa Ibope/TV Mirante, que foi como água gelada para ele mesmo e para muitos dos aliados.
Mas Lobão Filho, bravo, permaneceu confiante – ou aparentava isso. Mesmo vendo gente muito próxima capitular.
Lobão Filho foi, sobretudo, um guerreiro solitário. Escolhido candidato como aquele que poderia reunir a classe política ao seu redor, o peemdebista se viu compelido a liderar não um grupo, verdadeiramente. Mas um amontoado de políticos ávidos por resolver suas próprias vidas.
Mesmo assim, não desistiu.
E o resultado disso são os 990 mil votos que o transformam, indiscutivelmente, no novo líder não de um grupo que está acabando, mas que está para nascer.
Para que isso ocorra, basta que Lobão Filho seja o que mostrou ser nos últimos meses: bravo

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