quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Meteorito do Bendegó

O meteorito do Bendegó, também conhecido como Pedra do Bendegó (ou Bendengó) é um meteorito encontrado no sertão baiano, sendo o maior aerólito já achado em solo brasileiro. No momento do seu achado, era o segundo maior meteorito conhecido no mundo, mas atualmente ocupa o 16º lugar. Desde 1888, ele está em exposição no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista.
Alef Reis em visita ao Museu Nacional - RJ

Descoberta
O meteorito do Bendegó, também chamado Pedra do Bendegó (ou Bendengó) foi encontrado em 1784 pelo menino Bernardino da Mota Botelho, filho do vaqueiro Joaquim da Mota Botelho, próximo ao riacho do Bendegó, então município de Monte Santo. É o maior meteorito já encontrado em solo brasileiro. No momento do seu achado, tratava-se do 2º maior meteorito do mundo, mas hoje ocupa o 16º lugar, em tamanho. A julgar pela camada de 435 cm de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos.

A respeito do ano da descoberta há certa confusão, sendo que a maioria das fontes, incluindo historiadores baianos como José Aras e José Calasans, cita o ano de 1784. Porém em alguns lugares pode se encontrar o ano de 1774.

A notícia do achado correu o mundo, chegando aos ouvidos do governador D. Rodrigues Menezes, que em 1785 4 ordenamos o seu transporte até Salvador, pelo capitão-mor da vila de Itapicuru, Bernardo Carvalho da Cunha. Devido ao peso de mais de 5 toneladas, mesmo com doze juntas de bois não foi possível transportá-lo, e a pedra acabou despencando ladeira abaixo e caindo no leito seco do riacho Bendegó, a 180 metros do local original. Ali ficou por mais de 100 anos.
Almirante José Carlos de Carvalho e Roquette-Pinto junto ao Meteorito Bendegó - Arquivo Museu Nacional

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